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Thais Rocha

Professora Colaboradora III (FFLCH/USP); Pós-doc, Universidade de São Paulo, Pesquisadora Associada, Harris Manchester College, University of Oxford. Doutora em Egiptologia, Faculty of Oriental Studies, St Benet's Hall, University of Oxford.

Minha pesquisa se concentra em entender como os egípcios concebiam e experienciavam o espaço doméstico durante o Reino Novo (1550–1069 AEC). No meu doutorado, estudei a Vila de Trabalhadores de Amarna, um assentamento que abrigava a mão de obra engajada nos projetos de construção reais. Meu novo projeto de volta ao Brasil, em colaboração com a Universidade de Oxford, amplia essa investigação geográfica e cronologicamente, explorando modelos de constituição da vida doméstica a partir da cultura material. Minha pesquisa é baseada numa abordagem interdisciplinar que incorpora uma leitura antropológica do espaço doméstico a partir da cultura material e de pesquisas etnográficas. Atualmente integro o Amarna Project e coordeno o projeto Being Egyptian, com Linda Hulin e a Egypt Exploration Society

 

Bio

Antes de ir para Oxford, fiz meu Mestrado em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo. Minha dissertação investigou as relações de gênero no Egito Ptolomaico (330 - 30 AEC) a partir das cartas. Como estudante de mestrado, fui vistante no  Oriental Institute em Chicago (2009) e depois na Inglaterra (2011, 2013), quando pude me aproximar da egiptologia britânica pesquisando  no Museu Britânico, University College London (UCL), Universidade de Oxford e a Egyptian Exploration Society. Sou formada em História pela Universidade de São Paulo, com foco em arqueologia e história antiga. 

Minha experiência foi principalmente como professora e educadora em museus. Por 12 anos fui professora de História do Ensino Fundamental II na rede particular em São Paulo cobrindo temas de História Geral e História do Brasil. Contribuí para o desenvolvimento de materiais didáticos para diversas editoras no Brasil. Em Oxford, ministrei aulas e tutoriais sobre arte e história do Egito antigo e a arqueologia e história de Amarna. 

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Escavações

Oficinas de vidro e faiança. Complexto Doméstico M50 14-16. Amarna Project.

Outono 2017, 2018

Escavação e documentação do complexo M50 14-16 sob coordenação da Dr Anna Hodgkinson. Registro e digitalização de artefatos encontrados (catalogação e fotografiade objetos de vidro e faiança, digitalização de planos utilizando GIS). 

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Tumbas do Cemitério Norte. Amarna Project.

Primavera, 2017

Escavação e documentação de enterramentos não-elite sob coordenação da Dr. Anna Stevens.

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East Devon Pebblebeds Project

2011

Escavação e registro de artefatos funerários pré-históricos sob coordenação do Prof. Christopher Tilley (UCL).

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Apresentações Recentes

Seleção (Em Português)

IX Colóquio Espaço e História (UFRN)

A experiência comunitária na VIla de Trabalhadores em Amarna

Palestrante Convidada

Conversas sobre o barro (UFPel)

Cerâmica e o espaço doméstico. Cultura material e prática na Vila de Trabalhadores de Amarna

Palestrante Convidada

VIII Ciclo de Debates em Antiguidade. Diferentes Olhares sobre a Antiguidade Oriental (UFBA)

O urbanismo no Egito antigo

Palestrante Convidada

 

Ensino

 

Arqueologia (FLH0630 - FFLCH/USP)

2021-2022

Apresentar a Arqueologia e os estudos da cultura material a partir de uma perspectiva histórica, contemplando os principais debates teórico-metodológicos e os seus desdobramentos interdisciplinares, sobretudo na História, Arqueologia e Antropologia.

Publicações

Seleção (em Português)

Novas abordagens sobre a arqueologia doméstica na Vila de Trabalhadores em Amarna

Revista Roda da Fortuna 9 (2) (2021)

A Vila de Trabalhadores em Amarna foi estudada a partir de enquadramentos que privilegiaram a unidade habitacional da casa, em geral a partir da estrutura arquitetônica e do agrupamento de artefatos e instalações em seu interior. No século XX, a casa foi tratada pela Egiptologia como um container de atividades e relações sociais e em muitos casos descrita como uma ‘casa de bonecas’, com foco nos espaços internos e nas atividades desempenhadas em cada cômodo. Este artigo problematiza estes modelos explicativos, pautados numa experiência doméstica ‘europeia ocidental’, a partir de referências etnográficas e apresentando uma perspectiva holística sobra vila amarniana

O ensino da língua egípcia clássica no Brasil: desafios e possibilidades usando recursos digitais.

Revista Linha d'Água 34(2) (2021)

Este artigo apresenta os resultados iniciais de um projeto mais amplo sobre o ensino da língua egípcia no Brasil por meio de recursos digitais. Examinamos a primeira etapa através do curso Introdução ao Egípcio Clássico (Egípcio Médio), o primeiro curso online de ensino da língua egípcia no Brasil, tendo em vista a desafiadora realidade para a formação de egiptólogos no país. A partir do debate das Humanidades Digitais, que problematiza a produção e a divulgação do conhecimento nas ciências humanas com recursos tecnológicos, apontamos possíveis caminhos para a expansão deste projeto no cenário brasileiro. Neste escopo, a discussão sobre as plataformas digitais e o ensino de história antiga no Brasil entram como elementos importantes na contextualização desta iniciativa.

Os Lares dos vivos do Egito antigo

Blog Subalternos da Antiguidade. A História Antiga a partir de baixo (27/4/2021)

Ao se falar do Egito, é inevitável não pensar nas múmias e pirâmides. Parece que tudo o que chega a nós dessa civilização parece se referir apenas ao mundo dos mortos, como se o Egito fosse um grande cemitério. Mas como era o Egito dos “vivos”? Suas casas e cidades? Esse Egito “dos mortos” exclui a grande maioria dos egípcios. Só um grupo muito restrito e privilegiado tinha o letramento e o status social para ser mumificado e enterrado em tumbas sofisticadas. Como viveram as pessoas comuns?

Dossiê "Gênero e Interseccionalidade na História Antiga" (ed).

Mare Nostrum. Estudos sobre o Mediterrâneo Antigo, vol. 11, 1 (2020).

Organizadores: Sarah Azevedo, Fabrício Sparvoli, Thais Rocha da Silva

Fronteiras da Egiptologia: orientalismo, helenização e estudos de gênero.

Tiraz (USP), v. 8 (2016), p. 42-57.

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Leia Mais

Os Estudos Demóticos e a Possibilidade de uma Nova Egiptologia

Mare Nostrum. Estudos sobre o Mediterrâneo Antigo, 4 (2013).

Leia Mais

A senhora da casa ou a dona da casa? Construções sobre gênero e alimentação no Egito Antigo

Cadernos Pagu 39 (2012). Dossiê Gênero e Alimentação. 

Leia Mais
 
 
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Na Mídia

 

Brasileira estuda espaço domiciliar no Egito Antigo

2020

Historiadora examina os conceitos de gênero, espaço doméstico e privacidade no Egito Antigo

2017

Egito Antigo: uma bibliografia comentada

2015

Brasileira integra departamento de Egiptologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra

2014

Egito made in Brazil 

2013

Por que os egiptólogos precisam de Edward Said?

2013

Etc

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Tae Kwon Do

Depois de estudar ballet clássico por muitos anos, comecei a praticar Tae Kwon Do em 2008. Durante meu tempo em Oxford, essa arte marcial foi crucial para me manter saudável. Pude me juntar ao time da universidade para competir no Varsity contra Cambridge por 3 anos, tendo recebido dois Oxford Blues pela vitória oxfordiana. Esse prêmio esportivo é tido também como uma honraria acadêmica.

St Benet's Hall

Fui parte do primeiro grupo de alunas do St Benet's Hall. Participei da criação da Graduate Society onde atuei como presidente por dois anos. Estabelecemos a Graduate Study Room em Norham Gardens. O prédio, adquirido pelo college, foi residência do Prof. F. L. Griffith, quem criou o departamento de Egiptologia na Universidade de Oxford. Foi uma parte importante da minha experiência acadêmica ter ajudado a implementar um espaço produtivo e de apoio aos alunos de pós-graduação, além de organizar a primeira série de seminários do college. 

O lado nerd da força

Sempre fui fã de ficção científica.  Assistir filmes, séries e ler sobre outros universos  me inspira a entender a experiência humana.

 
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Harris Manchester College. Mansfield Rd, Oxford OX1 3TD, United Kingdom

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